Defesa pede absolvição de psicóloga acusada pela morte
A defesa de Agustina Cosachov, psicóloga acusada pela morte de Diego Maradona, pediu sua absolvição e responsabilizou outra profissional pela morte do ídolo do futebol. A acusação pede uma pena de oito anos de prisão.

Defesa pede absolvição de psicóloga acusada pela morte
De acordo com Varzesh3.
Contexto
Diego Maradona, considerado um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos, faleceu em novembro de 2020. Sua morte levantou questões sobre os cuidados que recebeu em sua residência, levando a investigações sobre a responsabilidade dos profissionais de saúde envolvidos. Agustina Cosachov, a psicóloga acusada, está no centro desse debate, com implicações que podem afetar a prática médica e a forma como os cuidados domiciliares são geridos.
Por que isto importa
A morte de Diego Maradona, um dos maiores ídolos do futebol mundial, gerou uma onda de comoção e debate sobre a responsabilidade médica em casos de cuidados domiciliares. O julgamento de Agustina Cosachov destaca a complexidade das questões legais e éticas envolvidas na assistência a pacientes com condições críticas, especialmente quando se trata de figuras públicas. A acusação de homicídio culposo levanta questões sobre a supervisão e a comunicação entre profissionais de saúde, que são cruciais para a segurança do paciente.
Principais conclusões
- Defesa pede absolvição de psicóloga acusada pela morte.
- A defesa de Agustina Cosachov, psicóloga acusada pela morte de Diego Maradona, pediu sua absolvição e responsabilizou outra profissional pela morte do ídolo do futebol.
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A defesa da psicóloga Agustina Cosachov, acusada pela morte de Diego Armando Maradona, apresentou um pedido de absolvição e transferiu a responsabilidade para Nancy Forlini, coordenadora de cuidados domiciliares da empresa Swiss Medical. Durante a audiência, o advogado de Cosachov alegou que Forlini impediu o acompanhamento clínico de Maradona durante o tratamento em casa, onde ele acabou falecendo. A promotoria pede uma pena de oito anos de prisão e dez anos de proibição de exercer a profissão, alegando que Cosachov cometeu homicídio culposo com dolo eventual, ou seja, que ela previu o risco da morte de Maradona e mesmo assim não tomou as devidas precauções.
O advogado Michanchuk, responsável pela defesa, dedicou grande parte de sua argumentação ao papel de Forlini, que teria proibido a comunicação direta entre os médicos e enfermeiros. Ele apresentou gravações em que Forlini enfatiza que seria o único contato da equipe médica com o paciente e advertiu que qualquer enfermeiro que tentasse se comunicar diretamente com os médicos seria afastado da equipe. Michanchuk destacou os esforços de Cosachov para superar essas restrições, afirmando que a psicóloga nunca abandonou o paciente e que estava ciente da gravidade da situação.
Durante a audiência, Cosachov foi vista chorando no banco dos réus. O advogado também fez uma distinção entre sua estratégia de defesa e a do médico Leopoldo Luque, principal acusado no caso. Ele enfatizou que é irracional negar que Maradona era um paciente cardíaco e que ele deveria ter recebido cuidados clínicos intensivos, o que não aconteceu. O advogado afirmou que Cosachov não foi informada sobre os sintomas de Maradona, como taquicardia ou hipertensão, e que a única pessoa que deveria ter recebido essas informações era Forlini.
Michanchuk concluiu que não há evidências de que Cosachov tenha agido com dolo ou negligência. Em resposta às alegações da promotoria sobre a decisão de continuar o tratamento domiciliar em vez de internar Maradona em uma clínica após uma cirurgia de coágulo no cérebro, o advogado admitiu que a melhor opção seria transferi-lo para uma unidade de reabilitação, mas deixou claro que essa decisão dependia do consentimento do paciente. Ele também apresentou testemunhos que mostraram que Maradona não queria ir para a clínica.
Embora a defesa tenha se estendido até a noite, suas falas foram bem recebidas no tribunal, a ponto de as filhas de Maradona, Gianinna e Dalma, expressarem gratidão pelo comportamento humano do advogado ao deixarem o tribunal. Após a audiência, Gianinna postou em suas redes sociais: "A grande diferença entre agir como um ser humano e defender um cliente, sem necessidade de julgamentos depreciativos contra uma mulher, uma filha ou um ser humano, se evidencia exatamente aqui." Ela fez esse desabafo em resposta às ações de Diego Olmedo, advogado de Carlos Díaz, o psicólogo acusado no caso, que também pediu a absolvição de seu cliente.
O que acontece a seguir
O caso de Agustina Cosachov agora segue para as próximas etapas do julgamento, onde as evidências e os argumentos de ambas as partes serão analisados. A defesa continuará a enfatizar a responsabilidade de Nancy Forlini, enquanto a promotoria busca a condenação por homicídio culposo. O desfecho deste caso pode influenciar futuras discussões sobre a responsabilidade médica e os cuidados prestados a pacientes com histórico de problemas de saúde, como foi o caso de Maradona.
Perguntas frequentes
- O que aconteceu com a psicóloga Agustina Cosachov?
- A defesa de Agustina Cosachov, acusada pela morte de Diego Maradona, pediu sua absolvição e transferiu a responsabilidade para Nancy Forlini.
- Quem confirmou a responsabilidade de Nancy Forlini?
- O advogado de defesa de Cosachov alegou que Nancy Forlini impediu o acompanhamento clínico de Maradona durante o tratamento em casa.
- Por que agora está acontecendo o julgamento de Cosachov?
- O julgamento ocorre após a morte de Maradona, com a promotoria pedindo uma pena de oito anos de prisão para Cosachov por homicídio culposo.
- Quais mudanças foram apresentadas na defesa de Cosachov?
- A defesa destacou que Cosachov não abandonou Maradona e tentou superar as restrições impostas por Forlini, que limitou a comunicação da equipe médica.
- Qual é a acusação contra Agustina Cosachov?
- Cosachov é acusada de homicídio culposo com dolo eventual, por não ter tomado as devidas precauções que poderiam ter evitado a morte de Maradona.
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