🚨 Principal assessor de Infantino se demite em protesto contra a FFE!
De acordo com Sports.
Por que isto importa
A demissão de Carlos Cordeiro representa uma significativa perda de apoio para Gianni Infantino e levanta questões sobre a gestão da FIFA. Cordeiro, com sua vasta experiência no setor bancário, argumenta que a venda de ativos do futebol pode comprometer o futuro do esporte, especialmente considerando as reservas financeiras robustas da FIFA. Essa situação pode intensificar os protestos internos e externos contra as decisões da entidade máxima do futebol.
Principais conclusões
- 🚨 Principal assessor de Infantino se demite em protesto contra a FFE!.
- Carlos Cordeiro renuncia ao cargo de assessor sênior de Gianni Infantino em protesto contra a venda de parte dos ativos do futebol, levantando questões sobre a gestão da FIFA.
- 🚨 Infantino's chief adviser resigns in protest at the FFE! - Yahoo Sports.
Carlos Cordeiro, principal assessor de Gianni Infantino, anunciou sua demissão em um ato de protesto contra a proposta da FIFA de vender parte dos ativos do futebol. A decisão vem logo após Infantino expressar sua intenção de "continuar o processo" da FFE, e representa uma perda significativa para o presidente da FIFA.
Em uma declaração publicada por veículos como Sky Sports e The Times, Cordeiro expressou seu descontentamento com o projeto. "O futebol sempre teve um lugar central na minha vida e, após mais de 35 anos no setor bancário, compreendo o valor desse ativo e as consequências de abrir mão de parte dele. Por isso, essa proposta deve ser rejeitada", disse ele.

Cordeiro destacou que a FIFA já conta com recursos financeiros extraordinários, possuindo reservas na casa dos bilhões de dólares, sem dívidas. Ele ressaltou que o próprio Infantino mencionou que a FIFA deve gerar $15 bilhões em receitas entre 2022 e 2026. "Se as associações membros acreditam que é necessário um investimento adicional para desenvolver o esporte, a FIFA já tem a capacidade financeira de fornecer esse suporte a partir de seus recursos existentes. Nesse contexto, vender uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol para arrecadar $4,2 bilhões não faz sentido. Isso equivale a hipotecar o futuro do futebol sem justificativa convincente", completou.
Além disso, Cordeiro, que também é conselheiro sênior do Grupo de Trabalho da Casa Branca para a Copa do Mundo de 2026, levantou diversas questões sobre a proposta. "O mais preocupante é a falta de respostas a questões fundamentais. Qual é a razão desse acordo? Por que agora? Que supervisão está planejada? Quem se beneficia? Houve um processo de licitação? Que governança será estabelecida? O que os investidores farão?", questionou.
Ao final de sua declaração, Cordeiro pediu que outros membros seniores da FIFA seguissem seu exemplo. "Essa proposta se tornou uma questão definidora para o futuro da FIFA. Após cuidadosa reflexão, não posso mais continuar servindo como assessor sênior do presidente da FIFA. Portanto, renunciei com efeito imediato. A responsabilidade da FIFA não é maximizar retornos comerciais a qualquer custo, mas proteger e fortalecer o futebol para as gerações futuras. Quando esses princípios entram em conflito, o futebol deve vir em primeiro lugar", concluiu Cordeiro, que também expressou sua gratidão por ter servido à FIFA por mais de cinco anos e por ter trabalhado ao lado de pessoas dedicadas e comprometidas com o esporte. Essa decisão ocorre apenas minutos após a AFC ter anunciado seu apoio à UEFA e CONCACAF em rejeitar o projeto liderado pela FIFA.
O que acontece a seguir
Com a saída de Cordeiro, é provável que a FIFA enfrente uma pressão crescente para reconsiderar suas propostas de venda de ativos. A reação de outras associações membros e stakeholders do futebol será crucial, especialmente se houver um movimento de protesto organizado contra a gestão de Infantino. O futuro da FFE e a estratégia financeira da FIFA podem ser reavaliados à medida que mais vozes se manifestam contra as decisões atuais.