Salário exorbitante de Infantino no projeto FFE despertou polêmica
De acordo com Sports.
Contexto
Gianni Infantino, presidente da FIFA, tem sido uma figura polarizadora no futebol mundial. Seu potencial aumento de salário de 525% gerou descontentamento entre críticos que argumentam que a FIFA deveria priorizar o bem-estar do futebol em vez de buscar lucros exorbitantes. A situação atual pode influenciar a percepção pública sobre sua liderança e as diretrizes futuras da FIFA.
Por que isto importa
O salário exorbitante de Gianni Infantino, que poderia ter chegado a $30 milhões, levanta questões sobre a ética na gestão da FIFA. A proposta do projeto FFE, agora arquivada, gerou um debate acalorado sobre a comercialização do futebol e a responsabilidade da entidade em redistribuir recursos de forma justa entre suas associações afiliadas. A controvérsia também reflete a desconfiança em relação à transparência e à governança da FIFA.
Principais conclusões
- Salário exorbitante de Infantino no projeto FFE despertou polêmica.
- O projeto FIFA Forward Enterprise (FFE) foi arquivado, mas as revelações sobre o potencial salário de Gianni Infantino geraram controvérsia e críticas.
- Infantino eyed an XXL salary with his FFE project 🤯💸 (The Times).
As revelações sobre o projeto FIFA Forward Enterprise (FFE) continuam a surpreender o mundo do futebol. De acordo com informações do jornal _The Times_, Gianni Infantino, presidente da FIFA, teria a chance de ganhar um salário anual de impressionantes **$30 milhões** — cerca de **€26 milhões** — se tivesse assumido o comando da futura empresa comercial da FIFA. Essa proposta, que agora foi descartada, reacendeu um intenso debate sobre os rumos da organização do futebol mundial.
Para contextualizar, em junho de 2026, a FIFA divulgou seu relatório financeiro, que revelou que Infantino recebeu **$4,6 milhões** em 2025. Isso significa que, caso o projeto FFE tivesse sido aprovado, o presidente da FIFA teria visto seu salário aumentar em **525%**. Um aumento colossal que reacendeu as críticas em relação a um projeto que, sob pressão de várias confederações poderosas como a UEFA, Concacaf e a AFC, acabou sendo abandonado.

Os críticos do FFE apontam que a proposta abriria portas para uma comercialização desenfreada do futebol mundial, algo que a FIFA sempre negou. A entidade garante que o objetivo do FFE era simplesmente aumentar a receita comercial para redistribuir mais recursos às suas 211 associações afiliadas, e não "vender o futebol". Essa narrativa, no entanto, não convence a todos, e muitos veem o plano como um passo perigoso em direção à mercantilização excessiva do esporte.
A FIFA, em sua defesa, argumenta que a intenção do projeto era ajudar a fortalecer o futebol globalmente, mas as dúvidas persistem. Com a crescente pressão para que a governança do futebol se mantenha em foco no desenvolvimento do esporte e na inclusão, o futuro das iniciativas comerciais da FIFA continua a ser um tema delicado.
À medida que mais detalhes sobre o FFE emergem, o debate sobre a ética e as prioridades da FIFA se intensifica. Para muitos, a ideia de um salário tão elevado para o presidente da FIFA, em um momento em que o futebol enfrenta desafios financeiros e sociais, é simplesmente inaceitável. E assim, o mundo do futebol observa com atenção o que vem a seguir após o desmantelamento do projeto FFE.
O que acontece a seguir
Com o projeto FFE descartado, a FIFA pode enfrentar um período de reavaliação de suas estratégias comerciais e de governança. A pressão de confederações como UEFA e Concacaf pode levar a uma maior resistência a propostas que visem a comercialização excessiva do futebol. O futuro de Infantino na presidência da FIFA também pode ser questionado, especialmente com o aumento das críticas sobre sua gestão.